terça-feira, 15 de março de 2011

1956: Ataque juvenil do Grêmio Esportivo Veronese, de Canoas

1956 - Ataque da equipe juvenil do G. E. Veronese, de Canoas: Sílvio, Roberto, João Hermes, José Ângelo e Cláudio. 
Conforme registros do fotógrafo Toninho Silva, este foi o ataque da equipe juvenil do Grêmio Esportivo Veronese, de Canoas, que jogou contra a equipe, também juvenil, do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, na disputa pelo título estadual em 1956. O meia-direita Roberto, do Veronese, foi o grande destaque e consagrou-se como o craque da rodada.

A informação só não diz quem foi o vencedor da partida e nem o campeão juvenil daquele ano.

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sexta-feira, 11 de março de 2011

terça-feira, 8 de março de 2011

AMÉRICO PAGOT: SUCESSO INTERROMPIDO E FINAL TRÁGICO

O CRAQUE AMÉRICO PAGOT


Nasceu em Bento Gonçalves, filho de Antônio e Maria Sartori Pagot, de uma família de 11 irmãos, cujos pais imigraram de Gaiarine, província de Treviso, da Região do Vêneto, Itália, chegando ao Porto de Santos em 1921. 
O pai Antônio Pagot, torcedor fanático do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, consolidou seu nome na sociedade bento-gonçalvense formando como a primeira voz do "Coral Imigrantes", de Bento Gonçalves, e um dos testemunhas das histórias relacionadas aos imigrantes italianos por ocasião da II Guerra Mundial, quando todo imigrante era proibido de falar não só a língua estrangeira, como escutar rádio e, assim, estar informado sobre o desenrolar da guerra, enquanto Ferdinando Felice Pagot, o irmão mais velho, é o pai do atual ex-secretário da Casa Civil do governador Maggi, de Mato Grosso e atual presidente do DNIT - Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Estradas, Luís Antônio Pagot. 
Meu primo Américo Pagot, que morreu em conseqüência de uma gangrena na perna, originada por uma jogada violenta quando jogava no Grêmio Bagé, do Rio Grande do Sul, e a partir daí teve que parar de jogar futebol como zagueiro central prematuramente, fez toda a sua carreira de futebolista, nas décadas de 50 e 60, praticamente na equipe do Grêmio Esportivo Flamengo, hoje transformado em S.E.R. Caxias, de Caxias do Sul, dado os dirigentes nunca o terem negociado, já que tanto o Grêmio F.B.P.A. e a S. E. Palmeiras, de São Paulo, à época estavam interessados no seu passe. Luiz Pagot, meu pai, por diversas vezes tentou interceder na expectativa de levá-lo para o Grêmio, porém sem sucesso, já que os dirigentes do Flamengo justificavam que ele era imprescindível para o time. No Grêmio Esportivo Flamengo permaneceu de 1955 até 1967. 
Ao ser obrigado a deixar de jogar, transferiu-se para a cidade de Carcavel, no Paraná, onde foi trabalhar com o irmão Ferdinando Felice Pagot, o irmão mais velho, e depois, em conseqüência da gangrena, teve que amputar a perna. Mesmo assim não perdeu o seu inegável bom humor. O que o levou à depressão e à protração foi o fato de ter que amputar a segunda parna. Poucos anos depois acabou falecendo.



O então presidente do Grêmio Esportivo Flamengo, de Caxias do Sul, entre Antônio Pagot e o zagueiro Américo Pagot, um craque que foi pretendido pelo Grêmio de Porto Alegre e pela S. E. Palmeiras, de São Paulo. Seu passe só não foi negociado porque a direção do Grêmio Esportivo Flamengo, da época, não concordou.
O pai Antônio Pagot, primeira voz do Coral Imigrantes, de Bento Gonçalves, com o filho e zagueiro do Grêmio Esportivo Flamengo, de Caxias do Sul, nos anos 80 transformado em S. E. R. Caxias do Sul. 
A Miss Brasil e vice-Miss Universo (não foi Miss Universo pelas famosas duas polegadas), a baiana Martha Rocha, que deu o ponta-pé inicial numa partida do G. E. Flamengo, de Caxias do Sul, nos anos 50, por ocasião da edição da Festa Nacional da Uva e ao fundo e ao lado o zagueiro Américo Pagot, do Flamengo, de Caxias do Sul.


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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

CLÁUDIO DANNI: UMA HISTÓRIA EXCLUSIVA







Canoas 1954, Externato São Luiz - Em pé: Djalma Haag, Adão Máximo Pereira da Costa, Mauro Lopes, Odilon Nazário, Osmar Fauth, Lino Logocki, ..., Ciro Spatzeck e Jaupery Dória Ferreira. Agachados: 3º) Canhoto, 5º) goleiro Luiz Longhi, 6º) Roque Fattore, 7º) Cláudio (João) Danni, 8º) Pedro Hilgert e 10º) Dinarte Rizzon.
 Seleção do Externato São Luiz, de Canoas, na década de 50. Em pé: 1) Mauro, 2) Antônio Carlos Escobar, 3) Hélio Alves e 4) Irmão Heriberto. Agachados: 4) Cláudio Martini, 5) Roque Fattore, 6) Luiz Carlos (Caio) Valdez e 7) Cláudio João Danni.


Nascido em Canoas (RS), no dia 22 de fevereiro de 1942, Cláudio João Danni, o Cláudio Danni, ou só Cláudio, começou a carreira no Internacional de Porto Alegre (RS). Ele passou ainda pelo Corinthians, de São Paulo, e Cruzeiro, de Minas Gerais, além de ter feito 13 jogos com a camisa da Seleção Brasileira, inclusive a final da Copa Roca de 1963, contra a Argentina, no Maracanã. 

”Depois de se revelar um craque nos torneios interséries no então Externato São Luiz (hoje Centro Educacional La Salle), no Esporte Clube Oriente (jogou apenas uma partida), Esporte Clube Brasil (duas partidas) e no E. C. Cometa, todos clubes de Canoas (RS), de onde despontou para tornar-se um craque, acabou indo para os juvenis do Sport Club Internacional, em 1959, levado pelo então jogador do extinto Grêmio Esportivo Renner e Esporte Clube Cruzeiro, o professor de Educação Física, Pedro Ário Figueiró (nos meios futebolísticos conhecido como Pedrinho II), que também foi meu professor de Educação Física no ainda Externato São Luiz.
 

No mesmo ano, já no Internacional, Cláudio Danni conquistava seu primeiro título estadual: campeão juvenil de 1959. No ano seguinte foi elevado à categoria de Aspirante (hoje Juniores), sagrando-se campeão estadual. Em 1961, foi promovido à categoria especial, tornando-se titular como quarto-zagueiro, conquistando seu terceiro título consecutivo: Campeão Gaúcho de 1961.
 

No ano de 1963, transferiu-se para o Sport Club Corinthians, de São Paulo, onde jogou ao lado de Oreco (ex-Internacional de Porto Alegre e campeão mundial pela Seleção Brasileira em 1958, no México), ficando até 1966, ano em que foi contratado pelo Esporte Clube Cruzeiro, de Minas Gerais, quando se sagrou campeão da Taça Brasil de 1966 e bicampeão mineiro 1966/1967, tendo integrado a equipe até 1968.
 

Cláudio Danni encerrou sua brilhante carreira de jogador profissional, em 1970, jogando pelo Esporte Clube Cruzeiro, de Porto Alegre, por onde haviam passado outros canoenses natos e adotivos, como Danton Andrade de Araújo (ex-Cruzeiro, Grêmio e Seleção Gaúcha), Walter (Valtão) Spiess (marcador implacável do endiabrado Di Stefano, na excursão do E. C. Cruzeiro / POA - o primeiro clube brasileiro a excursionar pela Europa e Ásia) e Léo Alves da Fonseca, jogando ao lado de craques como o goleiro Valdir Joaquim de Moraes (mais tarde revelou-se um dos principais treinadores de goleiros do Brasil), Antunes (irmão do craque Zico); Ortunho (ex-A. C. Nacional / POA, Grêmio F.B.P.A. e Vasco da Gama), Vieira e Marino (ambos ex-Grêmio).
 

CLÁUDIO DANNI E A SELEÇÃO BRASILEIRA
 

Poucos gaúchos e canoenses lembram desse grande craque, CANOENSE NATO, que jogou 13 partidas pela equipe principal da Seleção Brasileira de Futebol, no ano de 1963, quando era treinador Aimoré Moreira.
 

Sua trajetória com a camisa verde-amarela da CBD (Confederação Brasileira de Desportos), teve início em 1963, jogando como quarto-zagueiro da Seleção Brasileira de Novos, quando foi o capitão da equipe e o Brasil conquistou o Vice-Campeonato.
 

No mesmo ano foi convocado por Aimoré Moreira para integrar a Seleção Brasileira de Futebol (a principal). Jogando ao lado de grandes craques (vide foto), Cláudio Danni foi Campeão da Copa Roca de 1963, e fez parte da mesma Seleção que excursionou por diversos países da Europa, entre os quais: Portugal, Egito, França, Itália, Bélgica, Holanda e Alemanha. Além dos craques que aparecem na foto, Cláudio teve entre seus companheiros de
 
Seleção: Jorge Lobo Zagallo, Gerson “o Papagaio” e Coutinho, então reservas.
 

NO SPORT CLUB INTERNACIONAL
 

Enquanto jogou pelo Internacional, de Porto Alegre (1961 / 1962), que o revelou para o futebol brasileiro, então ainda no antigo Estádio dos Eucaliptos, Cláudio Danni jogou ao lado de craques, como: Larry Pinto de Farias, Sérgio Lopes, Gainete, entre outros.
 

Foram seus técnicos: Abílio dos Reis (nos tempos de juvenis), Francisco Duarte Júnior (o Teté, que conquistou o II Campeonato Pan-Americano, em 1956, com a Seleção Gaúcha representando o Brasil, no México); Capitão Cunha; Capitão Fronner; professor Pedro Ário Figueiró ou Pedrinho II; Capitão Brunelli e Sérgio Moacir Torres Nunes, que foi goleiro do Grêmio e da Seleção Brasileira, formada só por jogadores gaúchos, que conquistou o Panamericano de 1956, no México.
 

No Corinthians Paulista (1963/1966) foram seus treinadores: Rato, Deldébio, Roberto Belangiero, Paulo Amaral e Cláudio Brandão. No Cruzeiro, de Minas, (1966/1967) o técnico foi Airton Moreira.


Encerrou sua carreira futebolística em 1969 jogando pelo Esporte Clube Cruzeiro, de Porto Alegre, ao lado de craques como Enio Rodrigues, Ortunho, Vieira e Joãozinho, que jogaram no Grêmio F. B. P. A; os goleiros Valdir de Moraes (ex-G. E. Renner e S. E. Palmeiras) e Silveira (ex-Internacional), Antunes (irmão do craque Zico), Didi Pedalada (ex-Inter), entre outros craques mais.
Time do E. C.Cruzeiro, de Porto Alegre, de 1969 - Em pé: Jarbas, Zico, CLÁUDIO DANNI, Heraldo, Silveira e Renato. Agachados: Arlém, Joãozinho, Didi Pedalada, Pio e Vieira.
Time do Esporte Clube Cruzeiro, de Porto Alegre, em 1970 - Em pé: Henrique (canoense), Miguel, Ortunho, Bido, CLÁUDIO DANNI e Arceu. Agachados: Arlém, Arnaldo, Joãozinho, Pio e Laoni Luz. 
TÍTULOS CONQUISTADOS:

No Rio Grande do Sul, jogando pelo S. C. Internacional foi campeão gaúcho de 1961; jogando pelo Cruzeiro, de Minas Gerais, foi campeão mineiro nos anos de 1966 e 1967 e conquistou a Taça Brasil de 1966; e jogando pela Seleção Brasileira de Futebol ao lado de craques como Pelé, conquistou a Copa Rocca de 1963, quando jogava pelo Corinthians Paulista.  

HISTÓRIAS DE BASTIDORES  

Uma das histórias que me foi contada pelo próprio Cláudio Danni, em 2003, foi quando na excursão à Europa a Seleção havia levado um único goleiro e que se machucara. A preocupação dos dirigentes era mandar buscar no Brasil um goleiro substituto diante da aparente impossibilidade de condições de jogo do titular. No treino Cláudio Danni vestiu a camisa de goleiro e surpreendeu, saindo-se muito bem. Paulo Nascimento, que o vira treinar, perguntou: “Se for preciso tu topa jogar de goleiro?”. Com a afirmativa de Cláudio, não chamaram o substituto e nem Cláudio precisou jogar como goleiro porque o titular se recuperara a tempo de jogar, mas Cláudio continuou titular da quarta-zaga. Porém, na súmula seu nome constava também como goleiro substituto.
 

Seu último Gre-Nal como aspirante - e que eu assisti - Cláudio Danni entrou em campo e jogou a partida toda de cabeça enfaixada. A certa altura do jogo Cláudio driblou os adversários da grande área do seu Internacional até à entrada da área do Grêmio, e aí lançou o centroavante Poeira que foi derrubado por Renato. O juiz marcou pênalti. Final, Inter 1 x 0, resultado que deu o título estadual ao clube Colorado.
 

* Matéria enviada e postada também no Site Oficial do Milton Neves.

** Para ampliar as fotos basta um clic sobre as mesmas. 

Para quem quer saber tudo sobre o futebol de Canoas

Olá, gente! Estou re-chegando agora via blogspot. Este será mais um canal aberto para quem puder colaborar no resgate de craques e times de futebol de Canoas.


A bem da verdade seria importantíssimo se alguém colaborasse com matéria e pelo menos uma foto do extinto Grêmio Esportivo Veronese, o único clube de Canoas a disputar, e por apenas uma temporada, a 1ª Divisão do Campeonato Gaúcho, entes do surgimento da Ulbra. Isso lá em 1961.


Sou jornalista, radialista há 44 anos e acervista, historiador e escritor há 14 anos. Tenho também enveredado pela área da literatura, e já publiquei seis livros: "Desatando o Nó da Gravata", (21/101996); "Locomotivas - Um Tributo à Mulher" (13/08/2001); "Ecco! La Istoria Degli Italiani" (17/08/2002) e "Ícones do Século 20" (16/12/2003), "Almanaque Canoas 2009", didátito (04/07/2009) e "PAGOT - La Storia Della Famiglia" (11/10/2009), esta lançado em Bento Gonçalves. 



E editei outros dois: "Vestígios de Flores Matam" (1996), de autoria do jornalista e professor Eduardo Jablonski e "O Último Reduto da Minha Virgindade" (2003), de autoria do cineasta Antônio Jesus Pfeil, sobre o "poetinha da nossa terra", Mário Quintana.