domingo, 14 de setembro de 2014

UM POUCO DA HISTÓRIA DO TRADICIONAL SPORT CLUB BRASIL


O Sport Club Brasil, cujo estádio existiu em terras que pertenceu a Antonio Silva (Nico Carreteiro), que chegou em Canoas no ano de 1890, onde foi um bem sucedido comerciante com estabelecimento localizado à Rua Dr. Barcelos, como revelou o neto Manoel Herzer da Silva (o Maneca que também integrava o S. C. Brasil (foto), em 1958), foi um dos dois clubes - o outro era o Esporte Clube Canoense, que teve entre seus craques como centroavante o general de Exército e ex-Ministro em três pastas diferentes no período da Ditadura Militar, Rubem Carlos Ludwig - que à época dividiam as torcidas dos canoenses e pelos quais passaram verdadeiros craques da bola, como o goleiro Alberto Silveira, que jogou no Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, onde foi heptacampeão gaúcho, conquistado na década de 60.

Alberto Silveira, que faleceu aos 74 anos de idade, em Porto Alegre, onde passou a morar no bairro Ipanema depois de alguns anos, foi titular nas conquistas do Tricolor Gaúcho em 1963, 65, 66, 67 e 68. Alberto formou uma defesa que tinha ainda Altemir, Aírton "Pavilhão", Áureo, Ercílio e Ortunho. Jogou, também, ao lado de lendas gremistas como Everaldo (o único gaúcho campeão do Mundo no tri-campeonato de 1970) e Alcindo Martha de Freitas, também ex-jogador da Seleção Brasileira no mundial de 1966 ao lado do "rei" Pelé.

Alberto Silveira chegou a ser convocado para a Seleção Brasileira, atuando também na companhia do "rei" Pelé e outros craques, e seu nome era cotado como provável convocado para a Copa do Mundo de 1970, mas um impasse na renovação de contrato com o Grêmio, em 1969, acabou emperrando a brilhante e exitosa carreira do goleiro: Grêmio e Alberto não chegaram a um acordo e assim m o atleta foi colocado na "geladeira", ficando mais de um ano sem poder jogar. Antes, em 1968, foi considerado o melhor goleiro do Torneio "Roberto Gomes Pedrosa", o embrião do hoje Campeonato Brasileiro ou Brasileirão.
Everaldo, único gaúcho tricampeão do mundo pela Seleção Brasileira de 1970, e o goleiro Alberto Silveira, heptacampeão gaúcho de 1963 a 1968.
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domingo, 10 de agosto de 2014

BRASINHA Atlético Clube: 50 Anos de Histórias e Lembranças

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Vídeo-documentário, retrospectivo, do JUBILEU DE OURO do Brasinha Atlético Clube, cinquentenário comemorado no dia 16/08/2014, na sede da AABB - Associação Atlética Banco do Brasil / Canoas, RS.

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Vídeo-documentário do Brasinha Atlético Clube produzido exibido na festa comemorativa dos 50 ANOS de fundação do time no dia 16 de agosto de 1964.

No próximo dia 16 de agosto de 2014 os ex-integrantes do BRASINHA Atlético Clube, time criado pela iniciativa de Francisco Medeiros de Souza, o Chiquinho, em 16 de agosto de 1964, estarão se reunindo para almoço de confraternização e comemoração do JUBILEU DE OURO da criação do time, cujo símbolo, inspirado e desenhado por Alceu Medeiros de Souza (o Zi), era um "diabinho", daí a trilha musical "Litle Devil" (Diabinho) na voz de Carlos Gonzaga e de Helen Shapiro, composição de Neil Sedaka.

A história do surgimento do Brasinha foi recuada a 1960 devido ao fato dos primeiros jogadores a formarem no time terem surgidos através do Esporte Clube São José, time que existiu na rua Frederico Guilherme Ludwig e fundado por Francisco Antonio Pagot (Xico Júnior) e Hugo Ren, no exato dia em que o presidente Juscelino Kubitschke de Oliveira, o JK, inaugurava a "nova cap" Brasília: 21 de abril de 1960, como é o caso dos goleiros Antonio Fogaça e José Henemann, os jogadores: Carlos Gilberto Fernandes de Vargas (o Giba), Felipe Collares, Ademir D´Arrigo (o Polenta), Bruno Pagot, Odir Bertoletti, Luís Fernando Loureiro, entre outros.

Assim, através de um vídeo-documentário, que teve a colaboração de Francisco Medeiros de Souza (o Chiquinho), Tamir Valdez e Adalberto Soares (o Betão), procuro relembrar o surgimento e a trajetória desse time de nome inédito e símbolo mais ainda, mas que marcou uma geração de adolescentes com excelentes e saudáveis propósitos a partir de meados dos anos 60.


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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

BIDE: UM CRAQUE PRÁ FIGURAR NA HISTÓRIA DO FUTEBOL

Bide Costa: um craque que hoje, por certo, faria o maior sucesso em clubes como o Sport Club Internacional ou no antigo Real Madrid ou, ainda hoje, no Barcelona.
Conta a história que o jogador BIDE COSTA - um verdadeiro craque da bola que jogava no tempo em que os salários pagos pelos clubes era desse tamanho "ó" -, endiabrado com a bola nos pés e indesejado por qualquer defensor dos times adversários, foi a grande estrela de um fato ou feito inigualável e hoje jamais permitido por qualquer clube, assim como aconteceu nos anos 60 ou 70.

Era um atacante "imarcável". Seus dribles geniais, sua agilidade física e mental, acabavam com o moral de qualquer zagueiro adversário. Nesse tempo havia o Adão, um treinador de adolescentes jogadores que, com sua visão e conhecimento do bom futebol, sempre procurava levar os bons de bola para experiências ou testes tanto no Internacional como no Grêmio.

E lá, no Estádio dos Eucaliptos, Adão levou o endiabrado BIDE para um teste no Internacional. Bide fardado aguardou todo o primeiro tempo do treino na expectativa de ter uma oportunidade de mostrar o seu talento de um verdadeiro e nato craque, que botava no bolso muitos Ronaldões de hoje. O tempo passava e o BIDE cada vez mais irritado, pois não era do seu feitio ficar no banco esperando pelo "favor" de mostrar suas qualidades de jogador de futebol.

De repente, já no meio do segundo tempo do treino, o técnico Abílio dos Reis (lembrei graças a colaboração da Aline Costa) o chamou e mandou que entrasse em campo. BIDE já estava irritadamente impaciente. Assim, a primeira bola que passaram para ele, dominou e com um leve toque levantou a bola até a cabeça e assim foi levando até a entrada da grande área sem que seu marcador pudesse impedí-lo. E só o deteve com um choque de corpo.

O treino continuava normalmente até que BIDE foi novamente lançado. Dominou a bola e com seu talento de um genial craque driblou uns três zagueiros do time principal, inclusive o goleiro. E quando todos imaginavam que entraria com bola e tudo no gol, surpreendeu ao parar a bola quase sobre a linha do gol, voltou-se para o meio do campo e desferiu um bico na bola, jogando-a de volta ao centro do campo numa demonstração da sua irritabilidade pela demora no banco e, assim, exaltando o seu talento num menoscaso.

Como não podia ser diferente, já que BIDE havia humilhado os zagueiros do time principal por duas vezes, além de uma atitude inadimissível que, em lugar de fazer o gol, deu um bico na bola em direção ao centro do campo, o técnico Abílio dos Reis apitou e mostrou a direção do vestiário para o BIDE. Assim, acabou, profissionalmente, a carreira de um verdadeiro e inimitável craque, que mal estava começando, mas que valeu para o genial craque provar que ele não se tratava de um jogador mediano que teria que se contentar em ficar no banco de reservas até que o técnico decidisse autorizar a sua entrada para o treino. Acabou no chuveiro e com isso a sua carreira de jogador profissional, lamentavelmente para o bom futebol profissional.

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domingo, 28 de abril de 2013

O FUTEBOL DE CANOAS CHEGOU AO SEU CENTENÁRIO

Foto do Sport Club Canoense, tirada em 1910, cuja equipe era integrada por pensionistas do Instituto São José, pertencente à Congregação dos Irmãos Lassalsitas, de Canoas, e enviada pelo leitor Luiz Pissutti.

Recebi, hoje (28/04/2013) um e-mail do leitor e pesquisador Luiz Pissutti sobre o início do futebol em Canoas, que registra que tal feito já está comemorando 103 anos. Assim, passo a transcrever "ipsis letteris" o e-mail com conteúdo histórico.

Prezado Jornalista Xico Júnior, bom dia!

Como o Sr é um conhecedor da História do futebol em Canoas, resolvi fazer esse contato para tentar obter alguma informação a respeito do S. C. CANOENSE. A data de 04 de março de 1908, marca o início do Colégio La Salle, de Canoas.
Pelo que sei, o Sport Club CANOENSE, time formado por alunos do Instituto São José, da então Vila de Canoas, chegou a jogar contra o Grêmio e contra o Internacional, ambos de POA. Pois bem, é justamente sobre partidas dessa equipe, contra a Dupla GRENAL, que estou procurando informações. Busco informações dos anos de 1910 a 1913.

Em 1910, o S. C. CANOENSE jogou contra o Internacional (Canoense 1 x 2 S.C. Internacional), porém não tenho a data dessa partida. Presumo que tenha sido no 1º semestre, haja vista que o Inter participava do Citadino de POA, a partir de junho de 1910. Em 1913, o Canoense jogou contra o Grêmio (1 x 3), Inter (9 x 0), Grêmio (3° team) (0 x 0) e Grêmio (2° team) (1 x 5).

A lista de jogos de 1910 a 1913, conforme o Luiz Pissutti, foi publicada na página 3, do Jornal "A FEDERAÇÃO", de 18 de março de 1914, Exemplar N° 64.

E a foto do S. C. CANOENSE foi publicada na página 38 do livro "1908 - 2008 - LA SALLE - 100 ANOS DE PRESENÇA EM CANOAS, do Ir. Norberto Luiz Nesello, Edição da UNILASALLE, 2011.

Será que o Sr teria a informação em que datas essas partidas foram realizadas? Ou pelo menos poderia indicar alguma fonte para pesquisa? Já busquei a informação em jornais de POA, mas quando citam os jogos não definem datas. Apenas listam as partidas do ano.

JOGOS DISPUTADOS:
Fonte: Jornal "A Federação", de 18/03/1914, edição N° 64
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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Norinho Futebol Clube: durou apenas duas partidas

O Norinho Futebol Clube, conforme José Carlos Lehnen, foi criado e durou o tempo suficiente para a disputa de duas partidas. Isso foi no ano de 1967. Infelizmente não se tem, ainda, os resultados dos jogos e nem a equipe adversária. Mas vamos atrás tentar buscar com o José Roberto Correa.

O mesmo grupo que formou o Norinho Futebol Clube. O destaque fica por conta da "mala de emergência".
Da esquerda para a direita, em pé, o professor Kleber Andrade (matemática),  Homero Campão, Lui (Luli) Feistauer (falecido),  Paulo Franco, José (Zé) Roberto Correa, Clóvis (Azeitona) e Anderson. Agachados: José Carlos Lehnen, Carlos T. de Freitas, Nestor Lain, Marcus Silveira, José Winkler e Namur Costa (falecido).

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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Sport Club Oriente, um dos mais tradicionais clube de Canoas


O Sport Club Oriente é uma das agremiações mais tradicionais de Canoas, fundado em 06 de janeiro de 1932, por um grupo de amigos aficcionados pelo futebol e pelo Sport Club Internacional, e que ainda está em pleno funcionamento, portanto, há 79 anos ininterruptos.

Inspirados no Sport Club Internacional, de Porto Alegre, copiaram os modelos das camisetas, calções e meias do Inter da década de 30, tendo sua primeira sede na Rua Santos Ferreira. N° 865. E, em 1965, transferiu-se para a Rua José Bonifácio, N° 62, junto ao seu campo de futebol.

Na Ata Geral de 6 de janeiro de 1954, que consta do site do próprio Sport Club Oriente, está registrado que o presidente do alvi-rubro canoense era Almerindo Silveira, que tempos depois se tornou também vereador. Na ocasião convidou o sr. Hugo Simões Lagranha, que a partir dos anos 60, viria a se tornar prefeito de Canoas, para presidente da reunião de eleição, quando foi confirmado o nome de José de Souza Rodrigues como novo presidente do Oriente no exercício de 1954.

O evento, como não poderia deixar de ser, foi comemorado com festa da qual paticipou também o convidado Hugo Simões Lagranha (cinco vezes prefeito de Canoas, sendo três vezes eleito pelo voto popular e duas nomeado pela Ditadura Militar, que vigiu de 1964 a 1985, foi também o vereador mais votado e deputado federal), tendo entre os músicos que animaram a festa Lindomar Flores, funcionário da Prefeitura Municipal, exímio tocardor de cavaquinho e que eu, sem falsa modéstia, o apelidei de "Martinho da Vila de Canoas", pseudônimo que vingou entre muitos que conheceram o simpático e agradável Lindomar Flores.

E aproveito para agradecer a homenagem que me foi prestada pelos simpáticos e gentis integrantes do Sport Club Oriente, colocando com destaque uma nota no site do clube sobre os meus registros referente ao tradicional Oriente que, como já frisei, lançou diversos craques da bola para o cenário estadual e nacional, como Vilmar, que depois foi centroavante do Sport Club Internacional; o goleiro Alberto Silveira, que iniciou no Oriente, se transferiu para o Grêmio de Porto Alegre e chegou à Seleção Brasileira de Futebol; Léo Fonseca Alves, que figurou no time do Sport Club Cruzeiro, primeiro clube gaúcho a excursionar à Europa e com expressivo saldo da sua turnê, mesmo tendo enfrentado o Real Madrid, do então famoso craque Di Stefano: o Pelé de então.

IMPORTANTE: Para os que quiserem saber mais detalhes sobre a excursão do Esporte Clube Cruzeiro à Europa, bem como sobre craques como Paulo Roberto FALCÃO, João BATISTA da Silva, CLAUDIOMIRO Estrais Ferreira, Walter (VALTÃO) Spiess, LÉO Fonseca, o técnico penta-campeão do Mundo com a Seleção Brasleira, Luiz Feliepe (FELIPÃO) Scolari, CLAÚDIO João Danni, canoense nato que jogou pela Seleção Brasileira, como capitão em 1963, ao lado do "rei" Pelé e outros mais, que procurem ler o livro "ÍCONES DO SÉCULO 20" (edição esgotada em menos de um mês do lançamento), de autoria deste jornalista e blogista. Para maiores informações contatos via e-mail: la-stampa@ig.com.br

Valeu amigos! Vamos em frente, tudo pelo Oriente!

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domingo, 23 de outubro de 2011

Um antigo e riquíssimo baú traz à lembrança os bons tempos do futebol-arte


Time infantil do Sport Club Brasil, em 1949 - Ee pé: Galhardi, Zeca, Vilson, Antoninho, Sérgio e Auto. Agachados: Carlson, Marcão, Ivo, Henrique e Alexi. 
Time juvenil do E.C. Guarani, em 1950 - Em pé: Técnico Claudionor,  Cabeleira, Gabriel, Gilmar, Luiz, Banha, Antoninho, Bico e Jurandir. Agachados: Mascrinha, Darni Machado, Jairo, Plínio e Luiz.
Time Juvenil do Sport Club Brasil, em 1951 - Em pé: Técnico Claudionor, Jurandir, Belmiro, Antoninho, ..., Ivo Hoffmann e Jesus. Agachados: Jairo, Ciriba, Caneca, Plínio e Tonho.
Sport Club Brasil, em 1954 - Em pé: Alfeu Medeiros de Souza (Toquinho), Ferrugem, Quidinho, Juarez, Antoninho, Norinho e Quarenta. Agachados: Beraco, Mascrinha, Darcizinho, Nery Trindade e Dinho. 
Desde sempre fui bastante afeito a preservar tudo que caísse em minhas mãos. É claro que nem tudo é possível, além de que, com o passar dos anos, não há como guardar tudo. Mas teimosamente me propus a preservar tudo o quanto se refere à memória, seja da minha vida, seja da vida da cidade. Assim, criei, entre outros blog com enfoque diferente e específico, este blog com este objetivo fundamental de resgatar a história ou a memória do futebol de Canoas. E, sem me dar conta em que resultaria, fui sendo surpreendido em diversas passagens, através da atitude de gente de Canoas e canoenses que atualmente moram fora do estado ou do próprio Brasil, enviando informações, dados e fotos, como Joel Dória Ferreira (Natal-RN), José Carlos Melo (irmão do guitarrista e fundador do conjunto Musical Apache, o saudoso João Melo, de Santa Catarina), Maria Salete Lady Verardi da Silva, de Santa Catarina, e Denise Pistóia (Estados Unidos) e até um colecionador sobre coisas do futebol de Pelotas, que me conseguiu a logomarca do G. E. Veronese, e canoenses ainda residindo aqui, como Francisco Medeiros de Souza (o Chiquinho), José Carlos Costa (o Carlinhos ou Zefa), entre outros tantos, conhecidos ou não, canoenses ou não. Daí percebi que há mais gente que guarda, obviamente que coisas das suas recordações no que podemos chamar de verdadeiros baús recheados de rqlíquias, um pouco da memória da cidade e sua gente, com seus hábitos e costumes, maneira de viver e tradições.

E foi assim, através do Rafael Felipe Silva de Souza, filho do meu ex-colega do curso primário e ginasial, ainda no Externato São Luiz (com mesmo "Z"), da Congregação dos Irmãos Lassalistas, e um belo craque da bola, Alceu Medeiros de Souza (o Zi), que acabei me encontrando com o Antonio Xavier dos Santos, conhecidíssimo como Antoninho ou Toninho. Por sinal, como me revelou na tarde do sábado, 22/10/2011, e como confirmam as fotos guardadas com muito carinho no seu álbum de fotografias organizado com dedicação e zelo pela sua dedicada esposa Judite, foi também um belíssimo jogador de futebol. Só não se profissionalizou porque nos anos dourados ou diamantinos o futebol não "dava camisa prá ninguém", como se dizia. Era mais um passatempo de se fazer o que realmente se gostava: jogar futebol ... futebol-arte.


Era ainda o tempo em que se jogava futebol em campos de grama natural, sem a vantagem do sistema de drenagem quando chovia. A bola de couro natural, de cor marron, pesada, dura e formatada com gomos, cuja câmara interna era inflada com bomba de encher pneu de bicicleta, através de um bico que, depois de cheia de ar, era guardado através de uma abertura fechada com tentos também de couro duro. Nas fotos dois modelos de bola daquele tempo. Mesmo assim, com todas essas diferenças e rusticidade, era o tempo do futebol-arte.
A primeira bola, dos anos 50, usada como se pode constatar, que aparece na foto pertence aos arquivos do F.A Barcelona,  da Espanha.
Bem, Antoninho, enquanto comentava sobre cada foto, rememorava fatos que, quer queiramos ou não, marcam nossas vidas. Isso eu percebia no tom da sua voz, na sua maneira de falar e no brilho dos seus olhos que transpareciam uma certa dose de vaidade (no bom sentido).  E, na sua maioria, são fatos que movem e comovem e vamos carregá-los pela vida toda. Antoninho só não se tornou um profissional porque naquelas décadas o futebol não garantia a sobrevivência do presente e sequer do futuro. Daí é que surgiu que o "futebol não dá camisa prá ninguém".

E no decorrer da conversa, regada a guaraná (ambos abstêmios), que fluiu por mais de duas horas, constatei muitos pontos ou situações em comum, muitos fatos e pessoas que tinham a haver com ambos. Confesso que me senti bastante à vontade, tanto pela simpatia do Antoninho como da sua esposa, que, inclusive, disse já me conhecer de muito tempo, pois lia minhas colunas sociais desde meus tempos no semanário O Timoneiro. E lá se vão 45 anos de crônica social e jornalismo.

Pois o zagueiro Antoninho passou por diferentes clubes amadores de Canoas, como o Sport Club Brasil (desde o infantil), o Esporte Clube Oriente, Seleção do V Comando Aéreo da Aeronáutica (V Comar), seleção da Varig até o futebol de salão no Esporte Clube Bandeirantes. Este, originalmente, oriúndo do Esporte Clube São José, fundado em 21/04/1960 (mesmo dia da inauguração da capital Brasília ou Belacap), cujos fundadores eram todos jovens moradores da Rua Frederico Guilherme Ludwig. E entre eles, este blogueiro, que acumulava as funções de fundador, vice-presidente, técnico e jogador. Assim, fomos campeões, com o Time "B" do Esporte Clube São José (no ano seguinte passou a disputar o campeonato municipal sob a denominação de E. C. Bandeirantes), treinado sob a minhas ordens, do campeonato realizado em 1960, em cancha de grama e terra, e por nós (turma da rua e adjacências) construído.

Para não dizer que o zagueiro Antoninho jamais recebera dinheiro prá jogar futebol, a convite da direção do E. C. Oriente, inclusive com a interveniência do saudoso Léo Fonseca (ex-craque do Esporte Clube Cruzeiro, de Porto Alegre e que integrou o time quando o Cruzeiro foi o primeiro clube a excursionar à Europa, juntamente com outro saudoso canoense, Walter Spiess, o Valtão), acabou assinando contrato com o Oriente por CR$ 50,00 por cada vitória e mais CR$ 50,00 mensais que o próprio Léo lhe dava. Com esse salário (?), contou Antoninho, podia ter dinheiro para ir aos bailes e tomar algum refrigerante, já que com o salário onde trabalhava tinha que ajudar os pais na manutenção da casa. Era tão "seguro" com relação a dinheiro, como contou, que não pagava refrigerante nem mesmo para as gurias. Antoninho de dia trabalhava na Varig e à noite numa função do Governo do Estado. E assim se aposentou. E ainda arranjava tempo para o futebol.

Essa história, que não é única, me valeu muitíssimo, pois, como bom saudosista que sou, me fez voltar aos anos 50, 60 e 70, quando, não apenas o futebol, mas a vida em si tinha mais sabor, se curtia com mais entusiasmo, mais educação para com os pais, professores e as demais pessoas e mais romantismo e mais senso de altruísmo e fraternidade.

"Oh, que saudades que tenho / Da aurora da minha vida, / Da minha infância querida / Que os anos não trazem mais! / ..." (Casemiro de Abreu).



Colocação das faixas no Sport Club Brasil Campeão de Canoas 1954, em jogo realizado contra o Grêmio Esportivo Niterói.
Grupo de jogadores e amigos comemorando o título de Campeão de Canoas conquistado pelo Sport Club Brasil em 1954.
Antoninho Xavier dos Santos com a faixa de campeão em 1955. E, ao lado, Mascrinha e Antoninho compeões de 1954.




Nessa oportunidade a seleção da Associação La Salle, formada por ex-alunos do Externato São Luiz (hoje Centro Educacional La Salle), jogou na cidade de Garibaldi-RS, contra o Grêmio Atlético Guarani daquela cidade, que no ano anterior (1959) havia sido campeão da Chave "Azul", que integrava os clubes da Segunda Divisão, ou Clubes Amadores, do Rio Grande do Sul.


Por ocasião da realização da Olimpíada da Varig, no Rio de Janeiro, em 1965, a delegação gaúcha teve a cortesia de visitar o, então, maior Estádio de Futebol do Mundo: o Maracanã. E por ocasião das Olimpíadas promovidas em São Paulo, a delegação gaúcha ficou hospedada no Estádio do Pacaembu, enquanto durou a competição.


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domingo, 2 de outubro de 2011

Os grandes destaques do futebol amador e futebol de salão de Canoas

1963 - Time do Clube Atlético Vasco da Gama (da rua com o mesmo nome), campeão juvenil de Canoas - Em pé: Três jogadores oriúndos do G. E. Renner, Vanderley Martins Oliveira (Cadela), Carlinhos Costa (Zefa) e o técnico André Soares. Agachados: ..., Cláudio Fernando Martini, Betão Soares e Célio Soares.
Time de futebol de salão da ASMC - Associação dos Servidores Municipais de Canoas. O quarto em pé, da esquerda para a direita, é o Ernâni e o terceiro agachado, da esquerda para a direita, o Carlinhos Costa (Zefa).
Em pé: Quarenta, Nery Trindade de Oliveira, Rogério Kieling, Zequinha, Cláudio e Carlinhos Costas (Zefa). Agachados: Tamir Valdes, Betão Soares, Prego, Bide Costa e André Soares.
Futebol de Salão - Em pé: Mariozinho, Zefa e ... - Agachados: Bide Costa e ...
Futebol de salão - Em pé: Ernâni, Carlinhos Costa (Zefa) e  Telmo D´Avila. Agachados:  Solon Szekir, Heron e  Athos.
Seleção do Colégio Comercial de Canoas - Em pé: Raul, Luiz Maurício Scolari, ..., Cláudio Cardoso, Ney Carvalho e Juarez. Agachados: Cléo, Prego, Marino Cassenotti, .... e Carlinhos Costa (Zefa).
Em pe: Adalberto Schen, Carlos Gilberto Fernandes Vargas (Giba), Betão Soares, Mário Feijó e Carlinhos (Zefa) Costa. Agachados: Alceu Medeiros (Zi), Tamir Valdes, Marino Cassenotti e Raul.
Clube Gaúcho - Futebol de salão: Gilberto, Iran Blanke, Pepe, Augusto e Roberto Vesieli. Agachados: Bide, Tamir Valdez, Betão Soares e Carlinhos (Zefa). 
Pois, felizmente Canoas tem sido um celeiro de grandes craques, e, além disso, nos anos 60, 70 e 80 esteve sempre muito bem servida de times de futebol, seja de campo ou de salão. Parafraseando o que vem sendo dito pela crônica esportiva nacional em relação ao Brasil, "Canoas é a cidade do futebol". Daqui saíram para os principais clubes brasileiros grandes e geniais craques. Mesmo não querendo nos repetir temos que citar nomes de craques de expressão até internacional, como Paulo Roberto FALCÃO, João BATISTA da Silva, CLAUDIOMIRO Estrais Ferreira, BRENO MELLO (do G. E. Renner, o famoso e inesquecível "Papão de 54", que depois virou ator de cinema, estrelando o filme "Orpée Noir" ou "Orfeu Negro", uma co-produção franco-brasileira), goleiros ALBERTO, HENRIQUE, ADEMIR MARIA (Seleção Brasileira de Juniores), DANTON Andrade Araújo (Seleção Gaúcha), Luiz Felipe Scolari - o Felipão -, que se notabilizou mesmo como técnico de futebol, entre outros tantos.

Mas existiam, mesmo que no futebol amador, ou no futebol de salão, verdadeiros malabaristas da bola que jamais galgaram a glória como craques por opção, como BIDE , exemplo e talento seguido pela seu irmão MARIOZINHO, que teremos entre as fotos que enriquecem ainda mais o nosso Acervo Fotográfico, e que nos foi cedidas pelos goleiro do futebol de salão, primeiramente do Clube Atlético Vasco da Gama (da rua com o mesmo nome) e depois Clube Gaúcho, ligado ao Clube de Bolão Gaúcho, José Carlos Costa ou Carlinhos e para outros tantos apenas Zefa.

QUEM TIVER FOTOS E PUDER COLABORAR BASTA CONTATAR VIA E-MAIL: la-stampa@ig.com.br, contato com Xico Júnior: o acervista.
Clube Atlético Vasco da Gama - Em pé:...., Célio Soares, Caio e Eraldo. Agachados: Enio Francisco Almeida, Carlinhos (Zefa), Prego e Kinho.  
  

sábado, 25 de junho de 2011

Logotipos de Clubes de Futebol de Canoas

FUNDAÇÃO E DISTINTIVOS DE CLUBES DE CANOAS - 1  

Dos muitos clubes de futebol que surgiram em Canoas, e outros tantos que já desapareceram, resgatamos para a lembrança e para a história, os distintivos dos principais times. Procuramos durante bom tempo resgatar o distintivo do Grêmio Esportivo Veronese, o primeiro time canoense a disputar um campeonato da Primeira Divisão do Futebol do Rio Grande do Sul, em 1958, porém ainda não conseguimos. Nem mesmo junto à Liga Canoense de Futebol obtivemos êxito. Mas vamos continuar a busca ... 

Assim, ficam esses para relembrar.
1 - Logotipos ou escudos de diversos clubes de futebol de Canoas e que passam a compor esse acervo histórico.


FUNDAÇÃO E DISTINTIVOS DE CLUBES DE CANOAS - 2 

Apesar das pesquisas e contatos no intuito de conseguir alguns outros distintivos de importantes clubes de futebol de Canoas, não conseguimos o do Esporte Clube Oriente, clube de onde sairam grandes craques como o goleiro Alberto, que depois jogou no Grêmio e foi convocado para a Seleção Brasileira de Futebol, encerrando sua carreira no Bangu, do Rio de Janeiro. Vilmar, que nos anos 60 e 70 foi centroavante do S. C. Internacional, assim como Claudiomiro, que marcou o primeiro gol na era do Estádio Beira-Rio, em 06/04/1969. Léo Fonseca, que atuou por longo tempo no Esporte Clube Cruzeiro de Porto Alegre e integrou, juntamente com outro canoense Walter Spiess (Valtão), a equipe do Cruzeiro na primeira excursão de um clube gaúcho à Europa, ainda na década de 50. 
Mas vamos continuar na pesquisa e nos contatos para que tanto o Esporte Clube Oriente, que ainda atua no futebol citadino, assim como o Grêmio Esportivo Veronese, há anos extinto e que tinha seu estádio na Vila Machadinho, em Canoas, foi o primeiro clube de Canoas a disputar o campeonato Estadual da Primeira Divisão, competindo com clubes da Região Planalto.
2 - Mais logotipos, distintivos ou escudos de clubes de futebol de Canoas, que enriquecem esse acervo de resgate histórico.


DISTINTIVOS DE CLUBES DE FUTEBOL DE CANOAS - 3 

Aqui mais uma gama de distintivos ou escudos de clubes de futebol de Canoas, cuja coleção está contando com a colaboração de amigos e diversos internautas interessados em preservar a história do Futebol de Canoas, que muitos craques já formou para o futebol ga[úcho e brasileiro, como: Danton Araújo (Grêmio e Seleção Gaúcha), goleiros Henrique, Alberto (Seleção Brasileira) e Ademir Maria (Seleção Brasileira de Juniores); Breno Mello, que acabou se tornando estrela do filme franco-brasileiro "Orpheu de Noir" (Orfeu Negro ou Orfeu do Carnaval), Dejair, Casemiro e os que integraram a Seleção Brasileira de Futebol, como: Claudimiro Ferreira, João Batista da Silva e Paulo Roberto Falcão, entre outros tantos. 

O espaço continua à disposição dos interessados e dos que desejam colaborar para enriquecer ainda mais a História do Futebol de Canoas.
Distintivos ou escudos de clubes de futebol de Canoas com destaque para o G. E. Veronese e a S. C. Oriente.

Postados em outro blog em 25/12/2008, 01/01/2009 e 11/02/2010, repectivamente.

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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Grêmio Esportivo Veronese, na década de 50, com o zagueiro Décio Rossi

Equipe do Grêmio Esportivo Veronese, de Canoas, primeiro clube canoense a participar do Campeonato da 1ª Divisão do Futebol Gaúcho, em 1960.





O Grêmio Esportivo Veronese foi fundado em 01 de maio de 1942, pelo diretor da Fábrica de Gaitas Veronese, Fiorello Veronese, que era também presidente e técnico do time. O clube usava uniforme nas cores Azul, Preto e Branco ou, em outras oportunidades com camisetas, calões e meias brancas, conforme relata José Luiz Tavares Maciel.



A sede ficava na Rua Machadinho, na Vila Rio Branco (hoje Bairro Rio Brano) e o time tinha como apelido: Time das Gaitas, ´pelo fato de ser financiado pela Fábrica de Gaitas Veronese, cuja sede também ficava no mesmo bairro.

TÍTULOS CONQUISTADOS:
Campeão Canoense de 1952, 1953 - Tri-Campeão Profissional de Canoas nos anos de 1956, 1957, 1958 - Campeão do Torneio Início de Canoas nos anos de 1952 e 1953 - Campeão Estadual Amador da 5ª Região em 1952 - Campeão Estadual Amor da Região Nordeste em 1952 - Vice-Campeão Estadual de Amadores em 1952 - Vice-Campeão Estadual da Região Nordeste em 1953 - Campeão do Torneio da Semana da Pátria de 1956 - Campeão Metropolitano da Série "B" em 1959 -  Campeão do Torneio de Encerramento da Série "B" também em 1959 - Campeão Metropolitano Invicto da Série "B" Juvenil em 1959.

IMPORTANTE: Disputou a final do Estdaual de Amdores contra o Grêmio Santoangelense em 1952; Disputou o campeonato Metro´politano da Série "A" em 1960, ficando em último lugar, tornando-se, assim, o primeiro clube de Canoas a disputar o campeonato da 1ª Divisão de Profissionais do Rio Grande do Sul.


CAMPANHA: Jogos: 14 - Vitórias: 0 - Empates: 4 - Derrotas:10 - Gols Pró:13 - Gols Contra: 31 - Saldo de Gols: -18 - Pontos Ganhos: 4
As equipes de Aspirantes ficou em 7º lugar e a de Juvenil classificou-se em 5º. O Grêmio Esportivo Veronese encerrou suas atividades no ano de 1961, deixando uma importante lacuna no futebol de Canoas.


LOGOTIPOS / ESCUDOS DO G. E. VERONESE
 
* Fonte: José Luiz Tavares Maciel, de Sapucaia do Sul.

Essa outra matéria, ainda que com poucas informações, bem como as fotos, foram conseguidas pelo leitor Cid Rossi, neto do ex-zagueiro do Grêmio Esportivo Veronese, Décio Marcondes Rossi, na década de 50 (neste mês de junho de 2011 completando 80 anos de idade), clube então comandado pelo empresário Fiorelo Veronese, diretor da Fábrica de Gaitas Veronese, que se localizava na Rua Machadinho, na Vila (hoje bairro) Rio Branco, fabricante das famosas gaitas Veronese. E acima uma foto raríssima, que faz parte do acervo da família Rossi. Um detalhe interessante a destacar é que as cores das camisetas do Veronese eram de um listrado vertical em azul e branco, escolhidas pelo diretor do time Fiorelo Veronese, que era torcedor fanático do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. Contam que nos jogos entre Grêmio de Porto Alegre e o G. E. Veronese, o diretor Fiorelo obrigava todos os jogadores a carregarem a bandeira do Grêmio, mas a dificuldade era muita, pois quase todo o time canoense era formado por jogadores torcedores do Sport Clube Internacional.

Lembro que no ano de 1961, eu e amigos, fugimos de casa, então na rua Frederico Guilherme Ludwig até o campo do Veronese, na Vila Rio Branco, a pé, para assistir ao jogo amistoso de inauguração das camisetas e do campo do primeiro clube canoense a disputar a 1ª Divisão do Futebol do Rio Grande do Sul, o G. E. Veronese, época em que no Grêmio jogavam, entre outros, o goleiro Sérgio Moacir Torres Nunes Um dos meus ídolos à época (apesar de eu ser Colorado), os zagueiros Airton (o Pavilhão), Ortunho e Enio Rodrigues, o craque Gessi, o centro-avante Juarez, o meia-esquerda Milton Kuelle e o ponteiro esquerdo Vieira (o Vi). Não lembro se nessa época Décio Rossi ainda jogava no Veronese e nem do escore da partida, mas sei que a vitória foi do Grêmio de Porto Alegre.


Time do Colégio Rosário, de Porto Alegre, comandado pelo Irmão Alcides, que lecionava matemática e era o treinador. E o terceiro da esquerda para a direita é o zagueiro Décio Rossi.
Ao alto a foto do time do Colégio Rosário, de Porto Alegre, que tinha o Irmão Alcides como técnico, além de lecionar matemática. Já o zagueiro Décio Rossi é o terceiro a contar da esquerda para a direita. Neste time tinha ainda jogadores profissionais do Sport Clube Internacional e do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. Nesse time jogava, ainda, o ex-goleiro Valdir de Moraes, que foi goleiro do extinto Grêmio Esportivo Renner, que em 1954 tornou-se o primeiro campeão gaúcho a quebrar a seqüência de títulos da dupla Gre-Nal, e depois foi contratado como titular da Sociedade Esportiva Palmeiras, de São Paulo, e por fim um grande e reconhecido treinador do goleiros do clube alvi-verde paulista.


Outros times que Décio Rossi defendeu:
Aqui Décio Rossi, o 5º entre os que estão em pé, quando jogador do Pratene, de Nova Prata-RS. E ao seu lado o irmão Altamir Rossi, enquanto que agachado, no centro da foto, está Romeu Rossi, pai do nosso colaborador Cid Rossi.

 
Aqui outra formação do Pratense, de Nova Prata-RS, com o zagueiro Décio Rossi entre os integrantes.
Nas duas fotos acima, com camisetas listradas, são do time do Pratense, de Nova Prata-RS. Em uma delas aparecem os Rossi: Décio e seu irmão Altamir (já falecido), respectivamente, sendo que o Altamir jogou depois no E. C. Madureira e no E. C. São Cristóvão, do Rio de Janeiro, e agachado, no cento da foto, Romeu Rossi (já falecido), que mais tarde se direcionou para as letras, tornando-se escritor com vários livros publicados.


*** Cid Rossi, já aposentado, dedica, hoje, parte do seu tempo em resgatar o passado de seu pai, familiares e parentes. E essa é uma das tantas histórias que se encontravam perdidas e agora está ilustrando ainda mais esse blog sobre "o Futebol de Canoas". Esperamos que outros leitores que venham a acessar este blog, possam colaborar não apenas com mais informações sobre o G. E. Veronese e os irmãos Rossi, mas com todo tipo de material alusivo a clubes e jogadores canoenses, natos ou adotivos.


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** Contatos com Xico Júnior via e-mail: la-stampa@ig.com.br
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terça-feira, 15 de março de 2011

1956: Ataque juvenil do Grêmio Esportivo Veronese, de Canoas

1956 - Ataque da equipe juvenil do G. E. Veronese, de Canoas: Sílvio, Roberto, João Hermes, José Ângelo e Cláudio. 
Conforme registros do fotógrafo Toninho Silva, este foi o ataque da equipe juvenil do Grêmio Esportivo Veronese, de Canoas, que jogou contra a equipe, também juvenil, do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, na disputa pelo título estadual em 1956. O meia-direita Roberto, do Veronese, foi o grande destaque e consagrou-se como o craque da rodada.

A informação só não diz quem foi o vencedor da partida e nem o campeão juvenil daquele ano.

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sexta-feira, 11 de março de 2011

terça-feira, 8 de março de 2011

AMÉRICO PAGOT: SUCESSO INTERROMPIDO E FINAL TRÁGICO

O CRAQUE AMÉRICO PAGOT


Nasceu em Bento Gonçalves, filho de Antônio e Maria Sartori Pagot, de uma família de 11 irmãos, cujos pais imigraram de Gaiarine, província de Treviso, da Região do Vêneto, Itália, chegando ao Porto de Santos em 1921. 
O pai Antônio Pagot, torcedor fanático do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, consolidou seu nome na sociedade bento-gonçalvense formando como a primeira voz do "Coral Imigrantes", de Bento Gonçalves, e um dos testemunhas das histórias relacionadas aos imigrantes italianos por ocasião da II Guerra Mundial, quando todo imigrante era proibido de falar não só a língua estrangeira, como escutar rádio e, assim, estar informado sobre o desenrolar da guerra, enquanto Ferdinando Felice Pagot, o irmão mais velho, é o pai do atual ex-secretário da Casa Civil do governador Maggi, de Mato Grosso e atual presidente do DNIT - Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Estradas, Luís Antônio Pagot. 
Meu primo Américo Pagot, que morreu em conseqüência de uma gangrena na perna, originada por uma jogada violenta quando jogava no Grêmio Bagé, do Rio Grande do Sul, e a partir daí teve que parar de jogar futebol como zagueiro central prematuramente, fez toda a sua carreira de futebolista, nas décadas de 50 e 60, praticamente na equipe do Grêmio Esportivo Flamengo, hoje transformado em S.E.R. Caxias, de Caxias do Sul, dado os dirigentes nunca o terem negociado, já que tanto o Grêmio F.B.P.A. e a S. E. Palmeiras, de São Paulo, à época estavam interessados no seu passe. Luiz Pagot, meu pai, por diversas vezes tentou interceder na expectativa de levá-lo para o Grêmio, porém sem sucesso, já que os dirigentes do Flamengo justificavam que ele era imprescindível para o time. No Grêmio Esportivo Flamengo permaneceu de 1955 até 1967. 
Ao ser obrigado a deixar de jogar, transferiu-se para a cidade de Carcavel, no Paraná, onde foi trabalhar com o irmão Ferdinando Felice Pagot, o irmão mais velho, e depois, em conseqüência da gangrena, teve que amputar a perna. Mesmo assim não perdeu o seu inegável bom humor. O que o levou à depressão e à protração foi o fato de ter que amputar a segunda parna. Poucos anos depois acabou falecendo.



O então presidente do Grêmio Esportivo Flamengo, de Caxias do Sul, entre Antônio Pagot e o zagueiro Américo Pagot, um craque que foi pretendido pelo Grêmio de Porto Alegre e pela S. E. Palmeiras, de São Paulo. Seu passe só não foi negociado porque a direção do Grêmio Esportivo Flamengo, da época, não concordou.
O pai Antônio Pagot, primeira voz do Coral Imigrantes, de Bento Gonçalves, com o filho e zagueiro do Grêmio Esportivo Flamengo, de Caxias do Sul, nos anos 80 transformado em S. E. R. Caxias do Sul. 
A Miss Brasil e vice-Miss Universo (não foi Miss Universo pelas famosas duas polegadas), a baiana Martha Rocha, que deu o ponta-pé inicial numa partida do G. E. Flamengo, de Caxias do Sul, nos anos 50, por ocasião da edição da Festa Nacional da Uva e ao fundo e ao lado o zagueiro Américo Pagot, do Flamengo, de Caxias do Sul.


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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

CLÁUDIO DANNI: UMA HISTÓRIA EXCLUSIVA







Canoas 1954, Externato São Luiz - Em pé: Djalma Haag, Adão Máximo Pereira da Costa, Mauro Lopes, Odilon Nazário, Osmar Fauth, Lino Logocki, ..., Ciro Spatzeck e Jaupery Dória Ferreira. Agachados: 3º) Canhoto, 5º) goleiro Luiz Longhi, 6º) Roque Fattore, 7º) Cláudio (João) Danni, 8º) Pedro Hilgert e 10º) Dinarte Rizzon.
 Seleção do Externato São Luiz, de Canoas, na década de 50. Em pé: 1) Mauro, 2) Antônio Carlos Escobar, 3) Hélio Alves e 4) Irmão Heriberto. Agachados: 4) Cláudio Martini, 5) Roque Fattore, 6) Luiz Carlos (Caio) Valdez e 7) Cláudio João Danni.


Nascido em Canoas (RS), no dia 22 de fevereiro de 1942, Cláudio João Danni, o Cláudio Danni, ou só Cláudio, começou a carreira no Internacional de Porto Alegre (RS). Ele passou ainda pelo Corinthians, de São Paulo, e Cruzeiro, de Minas Gerais, além de ter feito 13 jogos com a camisa da Seleção Brasileira, inclusive a final da Copa Roca de 1963, contra a Argentina, no Maracanã. 

”Depois de se revelar um craque nos torneios interséries no então Externato São Luiz (hoje Centro Educacional La Salle), no Esporte Clube Oriente (jogou apenas uma partida), Esporte Clube Brasil (duas partidas) e no E. C. Cometa, todos clubes de Canoas (RS), de onde despontou para tornar-se um craque, acabou indo para os juvenis do Sport Club Internacional, em 1959, levado pelo então jogador do extinto Grêmio Esportivo Renner e Esporte Clube Cruzeiro, o professor de Educação Física, Pedro Ário Figueiró (nos meios futebolísticos conhecido como Pedrinho II), que também foi meu professor de Educação Física no ainda Externato São Luiz.
 

No mesmo ano, já no Internacional, Cláudio Danni conquistava seu primeiro título estadual: campeão juvenil de 1959. No ano seguinte foi elevado à categoria de Aspirante (hoje Juniores), sagrando-se campeão estadual. Em 1961, foi promovido à categoria especial, tornando-se titular como quarto-zagueiro, conquistando seu terceiro título consecutivo: Campeão Gaúcho de 1961.
 

No ano de 1963, transferiu-se para o Sport Club Corinthians, de São Paulo, onde jogou ao lado de Oreco (ex-Internacional de Porto Alegre e campeão mundial pela Seleção Brasileira em 1958, no México), ficando até 1966, ano em que foi contratado pelo Esporte Clube Cruzeiro, de Minas Gerais, quando se sagrou campeão da Taça Brasil de 1966 e bicampeão mineiro 1966/1967, tendo integrado a equipe até 1968.
 

Cláudio Danni encerrou sua brilhante carreira de jogador profissional, em 1970, jogando pelo Esporte Clube Cruzeiro, de Porto Alegre, por onde haviam passado outros canoenses natos e adotivos, como Danton Andrade de Araújo (ex-Cruzeiro, Grêmio e Seleção Gaúcha), Walter (Valtão) Spiess (marcador implacável do endiabrado Di Stefano, na excursão do E. C. Cruzeiro / POA - o primeiro clube brasileiro a excursionar pela Europa e Ásia) e Léo Alves da Fonseca, jogando ao lado de craques como o goleiro Valdir Joaquim de Moraes (mais tarde revelou-se um dos principais treinadores de goleiros do Brasil), Antunes (irmão do craque Zico); Ortunho (ex-A. C. Nacional / POA, Grêmio F.B.P.A. e Vasco da Gama), Vieira e Marino (ambos ex-Grêmio).
 

CLÁUDIO DANNI E A SELEÇÃO BRASILEIRA
 

Poucos gaúchos e canoenses lembram desse grande craque, CANOENSE NATO, que jogou 13 partidas pela equipe principal da Seleção Brasileira de Futebol, no ano de 1963, quando era treinador Aimoré Moreira.
 

Sua trajetória com a camisa verde-amarela da CBD (Confederação Brasileira de Desportos), teve início em 1963, jogando como quarto-zagueiro da Seleção Brasileira de Novos, quando foi o capitão da equipe e o Brasil conquistou o Vice-Campeonato.
 

No mesmo ano foi convocado por Aimoré Moreira para integrar a Seleção Brasileira de Futebol (a principal). Jogando ao lado de grandes craques (vide foto), Cláudio Danni foi Campeão da Copa Roca de 1963, e fez parte da mesma Seleção que excursionou por diversos países da Europa, entre os quais: Portugal, Egito, França, Itália, Bélgica, Holanda e Alemanha. Além dos craques que aparecem na foto, Cláudio teve entre seus companheiros de
 
Seleção: Jorge Lobo Zagallo, Gerson “o Papagaio” e Coutinho, então reservas.
 

NO SPORT CLUB INTERNACIONAL
 

Enquanto jogou pelo Internacional, de Porto Alegre (1961 / 1962), que o revelou para o futebol brasileiro, então ainda no antigo Estádio dos Eucaliptos, Cláudio Danni jogou ao lado de craques, como: Larry Pinto de Farias, Sérgio Lopes, Gainete, entre outros.
 

Foram seus técnicos: Abílio dos Reis (nos tempos de juvenis), Francisco Duarte Júnior (o Teté, que conquistou o II Campeonato Pan-Americano, em 1956, com a Seleção Gaúcha representando o Brasil, no México); Capitão Cunha; Capitão Fronner; professor Pedro Ário Figueiró ou Pedrinho II; Capitão Brunelli e Sérgio Moacir Torres Nunes, que foi goleiro do Grêmio e da Seleção Brasileira, formada só por jogadores gaúchos, que conquistou o Panamericano de 1956, no México.
 

No Corinthians Paulista (1963/1966) foram seus treinadores: Rato, Deldébio, Roberto Belangiero, Paulo Amaral e Cláudio Brandão. No Cruzeiro, de Minas, (1966/1967) o técnico foi Airton Moreira.


Encerrou sua carreira futebolística em 1969 jogando pelo Esporte Clube Cruzeiro, de Porto Alegre, ao lado de craques como Enio Rodrigues, Ortunho, Vieira e Joãozinho, que jogaram no Grêmio F. B. P. A; os goleiros Valdir de Moraes (ex-G. E. Renner e S. E. Palmeiras) e Silveira (ex-Internacional), Antunes (irmão do craque Zico), Didi Pedalada (ex-Inter), entre outros craques mais.
Time do E. C.Cruzeiro, de Porto Alegre, de 1969 - Em pé: Jarbas, Zico, CLÁUDIO DANNI, Heraldo, Silveira e Renato. Agachados: Arlém, Joãozinho, Didi Pedalada, Pio e Vieira.
Time do Esporte Clube Cruzeiro, de Porto Alegre, em 1970 - Em pé: Henrique (canoense), Miguel, Ortunho, Bido, CLÁUDIO DANNI e Arceu. Agachados: Arlém, Arnaldo, Joãozinho, Pio e Laoni Luz. 
TÍTULOS CONQUISTADOS:

No Rio Grande do Sul, jogando pelo S. C. Internacional foi campeão gaúcho de 1961; jogando pelo Cruzeiro, de Minas Gerais, foi campeão mineiro nos anos de 1966 e 1967 e conquistou a Taça Brasil de 1966; e jogando pela Seleção Brasileira de Futebol ao lado de craques como Pelé, conquistou a Copa Rocca de 1963, quando jogava pelo Corinthians Paulista.  

HISTÓRIAS DE BASTIDORES  

Uma das histórias que me foi contada pelo próprio Cláudio Danni, em 2003, foi quando na excursão à Europa a Seleção havia levado um único goleiro e que se machucara. A preocupação dos dirigentes era mandar buscar no Brasil um goleiro substituto diante da aparente impossibilidade de condições de jogo do titular. No treino Cláudio Danni vestiu a camisa de goleiro e surpreendeu, saindo-se muito bem. Paulo Nascimento, que o vira treinar, perguntou: “Se for preciso tu topa jogar de goleiro?”. Com a afirmativa de Cláudio, não chamaram o substituto e nem Cláudio precisou jogar como goleiro porque o titular se recuperara a tempo de jogar, mas Cláudio continuou titular da quarta-zaga. Porém, na súmula seu nome constava também como goleiro substituto.
 

Seu último Gre-Nal como aspirante - e que eu assisti - Cláudio Danni entrou em campo e jogou a partida toda de cabeça enfaixada. A certa altura do jogo Cláudio driblou os adversários da grande área do seu Internacional até à entrada da área do Grêmio, e aí lançou o centroavante Poeira que foi derrubado por Renato. O juiz marcou pênalti. Final, Inter 1 x 0, resultado que deu o título estadual ao clube Colorado.
 

* Matéria enviada e postada também no Site Oficial do Milton Neves.

** Para ampliar as fotos basta um clic sobre as mesmas.